A Caminhada Interior
Já se passaram alguns anos, desde o dia em que iniciei a caminhada por longas leituras que abordavam a espiritualidade, e o esoterismo que a ela está associado. Numa dessas longínquas leituras esotéricas, um tema houve, que me impressionou com assinalável ênfase; li algures, que a caminhada Interior era feita através de alguns exercícios de meditação, os quais como princípio, deveriam ser passados por um cameleiro a um caminhante e, que no final desses exercícios, o caminhante poderia tornar-se num cameleiro, se fosse o seu desejo.
No início, achei estranho os termos usados. Mas, a leitura continuada saciou a minha curiosidade, e compreendi, que o cameleiro é aquele que conhece os caminhos no deserto da vida e pode por isso, guiar o viajante pelo deserto, de um oásis para um outro oásis, de uma felicidade para uma outra felicidade. Aprendi também, que o cameleiro deve ser humilde e limitar-se a puxar as rédeas do camelo.
Por outro lado, o cameleiro deve enfrentar a tentação de se tornar no "guru" do caminhante, deve limitar-se a ser apenas o seu guia e, somente até o final da caminhada. Deve ainda ser franco e, explicar tudo quanto sabe da caminhada ao caminhante, apenas no final dos exercícios e nunca antes. Quanto ao caminhante, este deverá seguir o seu caminho sozinho, e se um dia desejar "passar" a caminhada a outros que demonstrem igual aptidão e interesse, da mesma forma que recebeu o conhecimento desta, com humildade e sem nada cobrar, pois nada lhe foi cobrado, passará a informação já como cameleiro a novos caminhantes.
Sei que aprenderei muito mais como cameleiro do que como caminhante, pois o acto de instruir é sempre muito mais desafiador e gratificante. Como cameleiro, a nossa caminhada fará com que a nossa confiança aumente de dia para dia, ao mesmo tempo, que assistimos às maravilhas que se propagam não só em nós, mas também nos nossos caminhantes.
Através do roteiro da viagem pelo mais profundo do nosso ser, compreendi que a técnica da caminhada era muito simples: O primeiro exercício, é o de olhar para o Sol, ao amanhecer ou ao anoitecer, quando o Sol estiver a menos de trinta graus da linha do horizonte. Nesse momento, devemos escutar o nosso coração, por um período de cinco a dez minutos. Este exercício deverá ser feito no mínimo, três vezes no período de sete dias. Depois, o caminhante deve procurar o seu cameleiro e fazer o relatório das suas experiências e das suas sensações. Então, o cameleiro, depois de ter analisado o relatório do caminhante, deve pedir a este para repetir o exercício, se este não foi convenientemente ultrapassado, ou pelo contrário, ensinar-lhe-á o próximo exercício se este foi ultrapassado com sucesso. Deverá sucessivamente proceder deste modo exercício após exercício.
Outro aspecto não menos importante, é o sigilo atribuído às caminhadas. Um caminhante nunca deverá comentar a sua caminhada com nenhuma outra pessoa que não seja o seu cameleiro, e o cameleiro não deve comentar a caminhada de nenhum de seus caminhantes sem que seja com outro cameleiro, a título somente de consulta ou de troca de ideias. Sempre que um cameleiro se sinta impedido de continuar a "passar" os exercícios, deverá indicar outro cameleiro da sua confiança, para que o caminhante não interrompa a sua caminhada para o seu oásis. Caso um caminhante venha a sentir a necessidade de mudar de cameleiro, este deverá ser franco e pedir que lhe indique um outro cameleiro para continuar a sua caminhada.
Descobrir o nosso próprio interior, através de uma jornada que nos fará emergir a verdade, sobre “QUEM SOMOS?”, “DE ONDE VIMOS?” e “PARA ONDE VAMOS?”, é essencial para encontrarmos o nosso equilíbrio espiritual. Só pela descoberta destas supremas verdades, já é razão mais que suficiente para que prestemos toda a atenção aos ensinamentos dos nossos Mestres, tal como o caminhante presta atenção ao seu cameleiro. Saibamos por isso ser caminhantes ou cameleiros, Aprendizes ou Mestres para que os oásis nesta vida não venham a ser meras miragens.
Já se passaram alguns anos, desde o dia em que iniciei a caminhada por longas leituras que abordavam a espiritualidade, e o esoterismo que a ela está associado. Numa dessas longínquas leituras esotéricas, um tema houve, que me impressionou com assinalável ênfase; li algures, que a caminhada Interior era feita através de alguns exercícios de meditação, os quais como princípio, deveriam ser passados por um cameleiro a um caminhante e, que no final desses exercícios, o caminhante poderia tornar-se num cameleiro, se fosse o seu desejo.
No início, achei estranho os termos usados. Mas, a leitura continuada saciou a minha curiosidade, e compreendi, que o cameleiro é aquele que conhece os caminhos no deserto da vida e pode por isso, guiar o viajante pelo deserto, de um oásis para um outro oásis, de uma felicidade para uma outra felicidade. Aprendi também, que o cameleiro deve ser humilde e limitar-se a puxar as rédeas do camelo.
Por outro lado, o cameleiro deve enfrentar a tentação de se tornar no "guru" do caminhante, deve limitar-se a ser apenas o seu guia e, somente até o final da caminhada. Deve ainda ser franco e, explicar tudo quanto sabe da caminhada ao caminhante, apenas no final dos exercícios e nunca antes. Quanto ao caminhante, este deverá seguir o seu caminho sozinho, e se um dia desejar "passar" a caminhada a outros que demonstrem igual aptidão e interesse, da mesma forma que recebeu o conhecimento desta, com humildade e sem nada cobrar, pois nada lhe foi cobrado, passará a informação já como cameleiro a novos caminhantes.
Sei que aprenderei muito mais como cameleiro do que como caminhante, pois o acto de instruir é sempre muito mais desafiador e gratificante. Como cameleiro, a nossa caminhada fará com que a nossa confiança aumente de dia para dia, ao mesmo tempo, que assistimos às maravilhas que se propagam não só em nós, mas também nos nossos caminhantes.
Através do roteiro da viagem pelo mais profundo do nosso ser, compreendi que a técnica da caminhada era muito simples: O primeiro exercício, é o de olhar para o Sol, ao amanhecer ou ao anoitecer, quando o Sol estiver a menos de trinta graus da linha do horizonte. Nesse momento, devemos escutar o nosso coração, por um período de cinco a dez minutos. Este exercício deverá ser feito no mínimo, três vezes no período de sete dias. Depois, o caminhante deve procurar o seu cameleiro e fazer o relatório das suas experiências e das suas sensações. Então, o cameleiro, depois de ter analisado o relatório do caminhante, deve pedir a este para repetir o exercício, se este não foi convenientemente ultrapassado, ou pelo contrário, ensinar-lhe-á o próximo exercício se este foi ultrapassado com sucesso. Deverá sucessivamente proceder deste modo exercício após exercício.
Outro aspecto não menos importante, é o sigilo atribuído às caminhadas. Um caminhante nunca deverá comentar a sua caminhada com nenhuma outra pessoa que não seja o seu cameleiro, e o cameleiro não deve comentar a caminhada de nenhum de seus caminhantes sem que seja com outro cameleiro, a título somente de consulta ou de troca de ideias. Sempre que um cameleiro se sinta impedido de continuar a "passar" os exercícios, deverá indicar outro cameleiro da sua confiança, para que o caminhante não interrompa a sua caminhada para o seu oásis. Caso um caminhante venha a sentir a necessidade de mudar de cameleiro, este deverá ser franco e pedir que lhe indique um outro cameleiro para continuar a sua caminhada.
Descobrir o nosso próprio interior, através de uma jornada que nos fará emergir a verdade, sobre “QUEM SOMOS?”, “DE ONDE VIMOS?” e “PARA ONDE VAMOS?”, é essencial para encontrarmos o nosso equilíbrio espiritual. Só pela descoberta destas supremas verdades, já é razão mais que suficiente para que prestemos toda a atenção aos ensinamentos dos nossos Mestres, tal como o caminhante presta atenção ao seu cameleiro. Saibamos por isso ser caminhantes ou cameleiros, Aprendizes ou Mestres para que os oásis nesta vida não venham a ser meras miragens.
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